É com pesar que comunicamos o falecimento de Dom
Crescenzio Rinaldini, comumente conhecido como Dom Enzo, bispo emérito da
Diocese de Araçuaí e grande ícone do serviço missionário social no Vale do
Jequitinhonha.
Com seu lema “Busquemos novas terras”, Dom Enzo
deixou a Itália, seu país de origem, para dedicar-se ao povo do Vale, a quem
nutriu grande afeição durante os muitos anos que esteve entre nós.
Mesmo com a idade avançada não deixou de anunciar
o evangelho e visitar suas comunidades, comungando as vitórias e tormentas do
povo que o acolheu e que foi igualmente acolhido na sua bondade.
A Cáritas Diocesana de Araçuaí sente-se órfã,
assim como muitas outras instituições as quais Dom Enzo ajudou a fundar para
benefício de seu povo, como o Hospital, a Rádio Vale FM e a HAGROPE – escola
técnica de onde saíram muitos dos técnicos que hoje trabalham em prol do
desenvolvimento sustentável pelo Vale e pelo Brasil.
Agradecemos a todos pelas orações dispensadas para que esta passagem fosse o mais tranqüila possível e digna da placidez e da bondade de Dom Enzo.
Agradecemos a todos pelas orações dispensadas para que esta passagem fosse o mais tranqüila possível e digna da placidez e da bondade de Dom Enzo.
Do lado de fora da Catedral, foram colocadas dezenas de coroas de flores e faixas enviadas por prefeituras, entidades civis, casas comerciais e instituições religiosas com mensagens sobre o religioso que faleceu, vítima de um câncer na bexiga, no hospital da Unimed em Belo Horizonte na madrugada de segunda-feira (24/10).
“ Vim dar adeus ao segundo pai dos pequenos agricultores da Comunidade de Alagadiço”, dizia João Bosco Caldeira, 63 anos, o “ João Gato”, lembrando da pequena reforma agrária que Dom Enzo fez na fazenda Alagadiço, no município de Coronel Murta, quando há 22 anos ele dividiu as terras doadas à igreja pela fazendeira Mariquinha Murta. “ Foram 62 famílias beneficiadas com áreas que variam de 10 a 40 hectares”, lembrou João Gato.
O prefeito de Araçuaí, Aécio Silva Jardim,
decretou luto oficial de três dias no município. “ Fica entre nós um vazio
muito grande. Ele era uma referência positiva. Um homem que largou seu país
para dedicar-se à pobreza, no Vale do Jequitinhonha. Fomos companheiros na
administração do hospital São Vicente, entre 1982 e 2000. Dom Enzo deixa
para gente um lição que é o da missão do dever cumprido, da religiosidade e da
fé. Se todos tivessem a oportunidade de fazer um milésimo do que ele fez,
Araçuaí estaria melhor”, disse o prefeito.
Centenas de católicos de toda a região, padres,
bispos e diáconos participaram da celebração da missa de corpo presente,
celebrada pelo arcebispo metropolitano de Montes Claros dom José Alberto Moura,
ao lado dos bispos Dom Severino, e Dom Dario, ex-bispos de Araçuaí. A cerimônia
durou cerca de uma hora e meia.
“ Dom Enzo transformou a vida de muitos, como
pastor, educador e sobretudo como pai”, dizia uma faixa do Colégio Nazareth. “
Sempre seguiremos seu exemplo de pastor em diversas instituições da nossa
cidade”, expressava a faixa da Fundação São José de Água Branca do município de
Itinga. “ Ele foi um exemplo para Araçuaí”, afirmou o estudante Renan Felipe
Santos, 16 anos, que junto com outros colegas da Escola Frei Rogato, foi ao
enterro do religioso.
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